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Lindbergh Farias culpa o governo do estado por problemas em sua gestão em Nova Iguaçu. Questionado no RJ-TV sobre inquéritos aos quais responde no STF sobre irregularidades na prefeitura, petista diz que é ‘ficha-limpa’.

O candidato do PT ao governo do Rio, Lindbergh Farias, culpou o governo do estado pelos problemas na sua gestão como prefeito em Nova Iguaçu. Durante a entrevista para o RJ-TV 2ª edição, da TV Globo, nesta terça-feira, o ex-prefeito da cidade na Baixada Fluminense atacou as gestões do ex-governador Sérgio Cabral e do atual governador Luiz Fernando Pezão, seu adversário e que tenta à reeleição pelo PMDB, ao ser questionado por assuntos em áreas como Saúde, Educação e Segurança Pública.

A primeira pergunta a Lindbergh foi relacionada aos inquéritos aos quais o senador petista ainda responde no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme O GLOBO mostrou em 18 de julho. Os processos são referentes, principalmente, a suspeitas de irregularidades em contratos de licitações na prefeitura de Nova Iguaçu, a um suposto rombo de R$ 300 milhões do fundo de previdência da cidade e caixa 2 para fazer pagamentos de despesas pessoais e gastos de campanha de Lindbergh.

- Todo administrador público responde a questionamentos judiciais. Você falou do fundo de previdência. Na verdade, é uma dívida da prefeitura. Agora, todos os processos que chegaram ao Supremo Tribunal Federal foram arquivados. Nenhum processo foi aceito.O STF é muito rigoroso. Ao contrário dos meus adversários: ontem esteve aqui o Pezão e, amanhã, vem o (deputado federal Anthony) Garotinho (candidato ao governo pelo PR). Eles foram condenados. Comigo, nenhum caso prosperou e nem vai prosperar. Quero dizer aqui vou fazer um governo duro com a transparência. Quero montar uma corregedoria neste estado do Rio de Janeiro - disse Lindbergh.


Rede Globo investiga Lindberg Farias no STF e confirma que apenas ha inquéritos. Se as acusações forem aceitas, eles poderão virar processos. O candidato reafirmou que não há processos abertos no STF e que todos os pedidos foram considerados improcedentes.
Questionado sobre um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que constatou que a prefeitura de Nova Iguaçu, durante a gestão de Lindbergh, contratou pelo menos mil funcionários fantasmas, causando um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão, o petista defendeu-se:

- Esse é um relatório preliminar. Quando a gente tiver direito de defesa, vamos esclarecer. (...) Vamos mostrar que está equivocado, como todos os outros. Dez processo foram julgados pelo STF. Todos arquivados. Eu sou diferente. Não tenho condenação. Sou um candidato ficha-limpa.

Lindbergh também foi confrontado na área da Saúde. A jornalista da TV Globo ressaltou que Nova Iguaçu recebeu a terceira pior avaliação do país em saúde pública do Sistema Único de Saúde (SUS) durante os cinco anos em que ele foi prefeito do município. O candidato do PT, por sua vez, afirmou que o governo do estado não repassa verba para os hospitais da Baixada Fluminense.

- Fui reeleito prefeito com 65% dos votos. Fiz obra onde as pessoas estavam pisando na lama, com esgoto a céu aberto. Fiz uma revolução na Educação. Conversa com os professores: fizemos o melhor plano de cargos e salários do estado do Rio de Janeiro. E melhoramos a Saúde. Os postos de saúde de Nova Iguaçu funcionavam apenas dois dias. Nós colocamos para funcionar todos os dias. 
Assista o 1º Programa eleitoral do Lindberg.

Qual é o problema que temos no Rio de Janeiro hoje?
O governo do estado é o segundo estado do Brasil que menos investe em Educação. A corda está arrebentando nos municípios. Pergunta ao pessoal de Duque de Caxias se a Saúde está boa. Pergunta ao pessoal de São Gonçalo se a Saúde está boa. Pergunta ao pessoal da cidade do Rio de Janeiro se a Saúde está boa. Sabe por que não está? Porque o governo do estado investe apenas 7,1% de suas despesas em Saúde. É muito pouco. Quero, como governador, resolver os dois maiores problemas: a falta de médicos especialistas e a dificuldade de marcar exames. Quero resgatar as policlínicas, um projeto que existia e que foi abandonado.

O senador também foi questionado sobre as péssimas condições no Hospital da Posse, também em Nova Iguaçu e de administração municipal:

- O Hospital da Posse fica em Nova Iguaçu, mas recebe gente de todo o estado. E não recebe um centavo do estado. Esse é o problema. Esse governo do estado só olha para o Rio do cartão postal, para as regiões mais ricas. Tem outro Rio completamente esquecido. O governo do estado não investe na Baixada, na Zona Norte, na Zona Oeste. Está largando. Eu, sinceramente, vi aqui reportagens falando sobre as filas para fazer exames. Então, o governo do estado não tem feito a sua parte na área de Saúde Pública. Para mim, só tem governado para uma região do Rio de Janeiro.

Sobre Segurança Pública, Lindbergh respondeu sobre o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), criado no governo Sérgio Cabral.

- Só ocupação policial não resolve. Nós temos 30% de jovens sem estudar e trabalhar. Temos que formar esses jovens e formar uma agência de primeiro emprego. Só polícia não resolve.
Fonte: O Globo/G1 
POR CÁSSIO BRUNO

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