Até o fim de 2014, 50 unidades serão inauguradas, algumas com nível superior.
Cada região fluminense tem sua peculiaridade e segue sua própria vocação na economia. Respeitando as características de cada local, a Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia, leva qualificação de mão de obra a todas as regiões do estado por meio dos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs). Hoje, cerca de 60 mil vagas por ano são oferecidas nas 35 unidades já existentes, entre cursos de Formação Inicial e Continuada (qualificação profissional) e os cursos técnicos também, oferecidos em 12 unidades. Esses números aumentarão até 2014, quando mais 15 centros vocacionais serão inaugurados no Rio, a partir de um investimento de R$ 50 milhões.
– O objetivo da secretaria é expandir o modelo dos CVTs até suprir todas as localidades onde ainda exista carência de mão de obra em determinado setor da economia. Devemos chegar a 50, em 2014, conforme orientação do governador. Mas esse número pode ser ultrapassado à medida que a formação profissionalizante se consolide como a maneira para vencer o desemprego e melhorar a renda das pessoas – disse o secretário de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca.
Além dos cursos de Formação Inicial e Continuada e técnicos, a Faetec prevê oferecer cursos tecnológicos (que equivalem a uma graduação e capacitam tecnólogos), que serão oferecidas em 30% das unidades inicialmente. Os CVTs existentes estão localizados em comunidades pacificadas, em bairros cariocas, em cidades da Região Metropolitana, Região dos Lagos, no sul e no norte do Estado ou onde mais for identificada a necessidade de formação de mão de obra. Essas escolas oferecem cursos profissionalizantes com duração de 10 a 20 semanas enquanto os técnicos têm duração de um ano e meio.
A oferta de cursos é muito variada, podendo ser de Caldeireiro (oferecido em uma das unidades de Campos dos Goytacazes), de Costureiro (oferecido no Engenho Novo) ou mesmo Aplicador de Revestimento Cerâmico (disponível em Magé). Os cursos visam a atender às necessidades locais identificadas pela Faetec e que definem a natureza dos cursos.
Um modelo de sucesso
– Os CVTs são um modelo de sucesso. É um orgulho ver nascer uma unidade dentro de uma comunidade e perceber que a população está colhendo os frutos dessa ação. O Estado cumpre seu papel ao promover a qualificação profissional da população – afirmou o presidente da Faetec, Celso Pansera.
O projeto existe desde 2007 e custou até o momento R$60 milhões (R$ 40 milhões oriundos do Governo do Estado e mais R$ 20 milhões liberados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia). Para construção das novas unidades serão investidos mais R$50 milhões.
Os novos CVTs usarão a tecnologia de módulos metálicos. A intenção da Faetec é criar ambientes para maior rendimento dos alunos e permitir aos professores ter melhor aproveitamento das atividades pedagógicas. O uso dessa tecnologia permite melhor emprego da luz natural e refrigeração do ambiente, com áreas de ventilação e prismas internos.
Segundo o coordenador dos projetos CVTs, Antônio Reis, a implantação de centros como esses, com modernos laboratórios e Oficinas de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, atenderão a urgente necessidade de profissionalização de mão de obra local, resgatando a qualidade de vida e promovendo a oferta de novas oportunidades para sua população, principalmente a jovem.
– As exigências cada vez maiores impostas pelos avanços tecnológicos nos diversos segmentos econômicos, em acordo com as demandas do mundo moderno, impõem um processo de revisão e constante aquisição de novos conhecimentos, levando à necessidade de formação de um profissional mais dinâmico e criativo – disse Reis.
Fonte: Governo do Estado RJ
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